Mini Série – Moldagem – Clona o teu Dedo

Neste video final da mini-série o Ricardo mostra-nos uma técnica simples para criar clones dos nossos dedos!
No final desmoldamos os nossos anões de gelo (criados nos videos anteriores).

Notas sobre este video:

  • O material utilizado para criar os moldes dos dedos é um alginato. Um alginato é um composto baseado em algas e é inofensivo para nós (os dentistas usam-no para criar os moldes dos nossos dentes);
  • O alginato tem um tempo de vida relativamente curto. Façam os moldes e utilizem-nos no próprio dia, porque eles vão-se degradar rapidamente;
  • A resina utilizada neste video é uma resina de poliuretano. Esta resina tem a propriedade de ser tolerante à água (que existe em grande quantidade nos alginatos). Poderá ser impossível utilizar uma outra resina com estes moldes;
  • Esta resina (tal como a maioria das resinas) é um químico um pouco mais perigoso do que a silicone ou o alginato. Neste caso é muito importante pedirem ajuda a um adulto e trabalharem num ambiente apropriado (ventilado);
  • Peçam sempre ajuda e conselho a quem vos vende os químicos;
  • Se não se sentirem confortáveis a manipular um químico como a resina podem sempre utilizar outros produtos para criar os vossos objectos a partir dos moldes de alginato;
  • Nos videos pode não ser totalmente aparente, mas os moldes criados têm um nível de detalhe muito elevado.

O Ricardo faz workshops ocasionais sobre moldagem e outras técnicas de fabricação. Se tiverem interesse nestas técnicas podem sempre seguir as suas actividades (ver links e contactos na página da mini-série) para ver se o encontram em algum local perto de vocês.

Podem ver todos os posts desta série aqui.

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Mini Série – Moldagem – Anões de Gelo

Desta vez o Ricardo Pereira mostra-nos como desenformar os moldes de silicone criados no video anterior e faz água colorida para criar os bonecos de gelo.

Alguns tópicos importantes abordados neste vídeo:

  • O molde terá de ser cortado para conseguirmos retirar os nossos modelos. Se o modelo tiver as suas próprias “linhas de apartação”, a melhor estratégia é seguir essas mesmas linhas nos nossos moldes. Se os criadores do nosso modelo seguiram essas linhas é porque estudaram a melhor maneira de desmoldar os objectos e essa maneira é a das linhas de apartação que criaram;
  • Depois de retirar o objecto original (o modelo), pode-se cortar um pouco mais o interior do molde, para facilitar a saída dos nossos objectos criados posteriormente;
  • Se possível evitar que as linhas de apartação cortem o molde até ao exterior (para evitar saída do material que vamos vazar para criar os nossos objectos mais tarde);
  • O silicone é relativamente resistente (existem vários tipos de silicone com características diferentes, mas em geral verifica-se esta propriedade da resistência). No entanto por vezes acontecem acidentes e rasgam-se os moldes. Não tenham medo de experimentar até apanharem o jeito.

No video seguinte (o terceiro e final desta mini-série) veremos o resultado final — os anões de gelo!

Podem ver todos os posts desta série aqui.

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Mini Série – Moldagem – Silicone

Neste vídeo o Ricardo Pereira faz a introdução ao tema de moldagem e demonstra como se criam os moldes de silicone.

Nos posts seguintes veremos como se desenforma os moldes e o resultado final — os anões de gelo.

Aqui ficam alguns tópicos importantes abordados no vídeo:

  • O silicone é, em geral, um material seguro para se manipular, mas tudo o que é químico requere sempre cuidado e atenção. Peçam ajuda a um adulto quando forem fazer as vossas experiências;
  • Existe silicone de grau alimentar que pode ser utilizado para se fazer moldes que depois serão utilizados para criar produtos alimentares. No entanto, se alguma vez utilizarem estes moldes para criar peças com outros químicos (ex: resinas) nunca mais os deverão utilizar para a produção de produtos alimentares;
  • Existem vários tipos de silicone, com propriedades diferentes, tempos de cura diferentes, etc. Em geral os preços não variam muito (com algumas exceções, como por exemplo os de grau alimentar), por isso em caso de dúvida peçam um silicone mais seguro e fácil de utilizar – certamente não irão pagar mais por isso;
  • Falem sempre com a pessoa que vos está a vender os produtos químicos e tirem todas as dúvidas que vos surjam;
  • Leiam sempre os rótulos e fichas técnicas de todos os produtos;
  • Para uma utilização caseira não é necessário utilizar uma bomba de vácuo. Uma simples seringa grande será uma boa ajuda no sentido de retirar as bolhas de ar da vossa mistura de silicone. No entanto este processo vai ser cansativo porque o silicone é muito denso! 😉
  • Se o silicone ficar bem curado será muito fácil retirar-lo de todas as superfícies. Se o silicone não ficar bem curado pode ser muito difícil limpar os objectos que estiveram em contacto com ele depois. Leiam as indicações e cumpram as proporções!
  • Objectos mais lineares (com menos recantos ou protrusões) serão sempre mais fáceis de moldar. No entanto, se as coisas correrem mal, podem sempre voltar a tentar.

Divirtam-se a fazer os vossos moldes!

 

Podem ver todos os posts desta série aqui.

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Série 2 – Epílogo

Chegámos ao fim desta série com a concretização do que foi planeado alguns meses atrás: reviver as alegrias do passado com uma arcade.

O Nuno começa por fazer o resumo desta temporada explicando o que correu bem e mal. O caminho foi longo, exploratório e com alguns momentos em que se deu um passo em frente e vários passos atrás. Todos aprendemos algo com o processo e se tivéssemos de começar de novo, certamente que algumas das nossas escolhas seriam diferentes.

As arcades estão completas e terminadas, no entanto o Sérgio ainda quer dar mais uns retoques na pintura e finalizar um pouco mais da sua arcade. São os pequenos detalhes que fazem toda a diferença, mas para efeitos de explicar a forma de como foi construída, esses detalhes não acrescentariam muito. E esta é a razão pela qual terminamos a temporada com a arcade desmontada.

O setup final da arcade do Sérgio acabou por ser um Raspberry Pi 3 a correr o lakka.tv com as ROMs (os jogos) colocados directamente no cartão SD. Os controlos são feitos com uma placa mamepanel configurada específicamente para este fim, um joystick e oito botões. O código carregado na placa pode ser encontrado online neste repositório.

O setup final da arcade do Luís consiste numa board de PC (i586) a correr Fedora Linux, usando apenas o emulador MAME, com as ROMs no disco rígido. Os controlos usam também uma placa mamepanel com o setup original em que só está a ser usado um joystick e três botões. Vemos então a arcade do Luís em pleno funcionamento com um dos jogos que existe para a configuração de ecrã vertical.

Em Outubro participámos no evento sobre tecnologia que é o sucessor “espiritual” do Codebits, o Pixels Camp. Decidimos levar a arcade do Luís, ainda num estado semi terminado e os participantes puderam divertir-se com ela. O sucesso foi tanto que até aparecemos no vídeo que a RTP fez a resumir o evento.

Como a área de jogo da arcade ainda não estava terminada, aconteceu o que o Luís já esperava, saíu grande parte da tinta preta onde as mãos suadas estavam em contacto com a madeira. Não foi um acontecimento inesperado, decidimos apenas mostrar o sucedido para prevenir quem venha a fazer uma arcade seguindo os nossos passos.

A arcade no seu aspecto definitivo levou três camadas de tinta e duas de verniz. No entanto e como foi usado verniz aquoso, continua a existir a dúvida sobre se não teremos que passar para um verniz sintético de forma a resistir ao suor das mãos.

Num “side quest”, o Luís explica como podemos usar um comando mais comum para os controlos da arcade para quem não queira construir de raíz uma placa mamepanel. Como exemplo sugerimos três tipos de comandos, XBOX 360 original, imitação Retro Super Nintendo e um compatível com Playstation 3.

De facto, é apenas necessário comprar um comando barato que imita as Super Nintendo dos anos ’80, abri-lo e soldar os fios dos botões e joystick da área de jogo nos contactos dos botões do comando. Um comando destes pode ser comprado por um preço bem simpático entre 3 a 5€ no eBay pesquisando por “Retro Super Nintendo SNES USB Controller”.

Terminamos assim esta temporada, onde nos divertimos imenso a criar e partilhar algo que esperamos vos possa inspirar a fazer algo diferente. Arrumamos a loja e preparamo-nos para planear a próxima aventura, fiquem atentos!

 

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Série 2 – Arcade – Finalmente a jogar

Neste vídeo vamos por a arcade do Sérgio finalmente a jogar!

O Sérgio começa por aplicar a arte na marquee, que foi impressa em papel autocolante translúcido. Após ser cortado à medida é colado directamente no acrílico que já tinhamos cortado à medida do espaço na arcade.

Em seguida, tratamos de decidir onde colocar as fitas de LED’s para retro-iluminar a marquee. Foi decidido que basta colar duas tiras na parte superior da arcade pois a posição das colunas não faz qualquer sombra visível. O facto de termos decidido deixar o interior da arcade pintado de branco ajuda bastante à difusão da luz.

Fica apenas a faltar a pintura de um pequeno rebordo a preto na zona onde a marquee fica colocada. Aproveitamos e tratamos também da ligação dos fios para alimentação do amplificador das colunas. Foi decidido que não valeria a pena estar a usar o transformador que vinha com as colunas pois temos 12 volts ao nosso dispor.

Voltamos ao assunto da enorme confusão que é a parte de trás da playarea da arcade o Sérgio, que damos o nome bonito de molho de bróculos. Vamos finalmente ligar todos os fios dos botões e joystick à placa mamepanel e testar o mapeamento dos botões com as configurações necessárias para serem reconhecidos correctamente pelo software emulador.

Desenhamos um esquema altamente científico das ligações actuais mas que em breve iremos alterar para simplificar futuras manutenções. Já tinhamos referido que este código está disponível no Github, foi necessário alterar o mapeamento das teclas no modo normal e também no modo alternativo usando o botão “shift”.

Este botão permite que os botões e eixos tenham funções diferentes das habituais de jogo, usamos para subir e descer o volume de som, transformar os botões 1, 2 e 3 em ESC, ENTER e TAB (se não nos enganámos) e outras teclas, como “P” para fazer pausa do jogo.

Ao contrário da arcade do Luís, que usa apenas Linux como sistema operativo base e o emulador MAME, o Sérgio optou por usar a distribuição lakka.tv que existe para várias plataformas, incluindo o Raspberry Pi 3 que é o cérebro escolhido para esta arcade. Esta distribuição tem algumas particularidades, nomeadamente permitir mais do que um comando mas em que o nosso mamepanel não estava a ser detectado como comando principal.

Ainda não tinhamos referido um pormenor importante relativamente à placa mamepanel, como se trata de um processador Atmel atmega8, não suporta o modo simplificado de programação “Arduino” e como tal temos que recorrer a uma ferramenta especial para o programar. Esta ferramenta pode ser facilmente encontrada no eBay e dá pelo nome de USB-ASP, onde o projecto original pode ser consultado neste link.

O projecto que nós temos no github, quando compilado em Linux (e provavelmente também em macOS) produz o ficheiro final e se existir um USB-ASP ligado à placa mamepanel, procede logo com o upload do código para o atmega8.

Passamos depois ao teste final com tudo no seu devido lugar, recorrendo a um pequeno programa em Linux que dá pelo nome de “jstest“. Este programa permite verificar todos os eventos relacionados com joystick e com o qual validamos o mapeamento dos botões e de seguida mudamos para o lakka de forma a poder verificar também com o emulador.

Com tudo montado, falamos de onde é que o botão de shift vai ficar instalado, falamos também que poderá haver uma versão em preto do mesmo botão, que existe e que neste momento está em trânsito e ainda não chegou até nós.

Finalmente, podemos ver o Sérgio a jogar um pouco na sua arcade.

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Série 2 – Electricidade e Electrónica

Hoje vamos tratar da electricidade e electrónica da arcade do Sérgio.

Começamos com a descrição do esquema eléctrico da arcade do Sérgio. Em bom jeito old school, este esquema foi desenhado usando ferramentas comuns na época em que as arcades reinavam, ou seja, papel e canetas de feltro. Podem obter esta imagem em alta definição neste link.

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Em baixo à esquerda temos a entrada da ficha de alimentação de 220V que depois de passar pelo interruptor liga-se ao transformador e também ao monitor (representados pela cor azul escura).

O transformador tem duas tensões de saída, 12V e 5V. Pela saída dos 12V (representados pela cor vermelha) alimentamos o amplificador das colunas e a retro-iluminação do marquee. Pela saida dos 5V (representado pela cor roxa) alimentamos o Raspberry Pi 3, sendo que é por ele que sai também a alimentação da placa mamepanel e do adaptador HDMI-VGA.

Os botões da área de jogo ligam-se aos terminais da placa mamepanel que converte em “toques de teclas” num teclado “virtual” USB, ligando numa das quatro portas disponíveis no Raspberry Pi 3. A saída de vídeo do Raspberry Pi 3 liga ao monitor através de um adaptador HDMI-VGA que foi comprado no eBay.

O amplificador das colunas liga no jack existente para saída de áudio no Raspberry Pi 3. Inicialmente colocou-se a questão da qualidade desta saída de áudio que sabemos não ser das melhores no entanto e depois de várias experiências chegámos à conclusão que para este efeito serve perfeitamente. Decidimos não utilizar o transformador que foi extraído das colunas.

Entretanto, o Luís prepara o desenho para o “marquee” a partir do gráfico original do projecto MAME, tendo sido impresso numa folha de papel autocolante e cortado com muita paciência com um x-acto e depois pintado com uma tinta opaca. Claro que sendo o Luís, há sempre margem para erros e depois de muita galhofa e risada, ele explica o erro cometido. Sendo uma folha de papel autocolante, há dois lados, um que cola outro que não. Adivinhem qual foi o lado que o Luís pintou com tanto cuidado? O lado errado 🙂

Pequena mudança de planos e optamos por colar as letras, pintar o acrílico com tinta preta em spray e depois retirar as letras, ficando desta forma o inverso do pretendido inicialmente. Este é um excelente exemplo do carácter exploratório desta temporada, se algo não funciona à primeira, tenta-se algo diferente. E enquanto a tinta seca, o Luís trata de voltar a montar todos os botões e joystics na sua área de jogo que foi refeita e ligar também os fios dos micro switches à placa adaptadora mamepanel.

Depois de tudo devidamente montado no seu lugar e da tinta já ter secado, tiramos as letras e como já calculávamos há algumas imperfeições, ou “detalhes” que estão de acordo com o “ISO” que o Luís apoia. A piada do “ISO” tem a ver com a qualidade final que se aceita ter numa determinada tarefa.

Depois do marquee estar montado, coloca-se a placa que contém as colunas e a fita de LEDs, que dá algum trabalho a montar e que termina com um dos fios que alimenta essa zona partido. Em seguida liga-se tudo e… não acende nada na marquee. O Luís anda à procura do provável culpado, chegando à conclusão que os LEDs não acendem porque a alimentação picoPSU é controlada pela mainboard e não estava ligada.

 

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Série 2 – Arcade – Interiores

Neste episódio, tratamos dos interiores das arcades.

Começamos por aplicar uma camada de primário na arcade do Sérgio em grande estilo e a três mãos. De notar que não foi deixado nenhum pormenor ao acaso, como por exemplo a pintura dos furos para as colunas de som. Seguimos com o corte do acrílico fosco para o “marquee” da arcade do Sérgio, operação esta que passou por duas iterações até ficar perfeita.

O Luís mostra-nos a sua arcade que está com um aspecto quase final, já levou uma camada de cor, o “marquee” já está no seu lugar e falta apenas tratar do rebordo metálico do monitor que ainda necessita de uma segunda demão de tinta.

Na placa das colunas já temos o amplificador e as fitas de LEDs para retro-iluminar o “marquee”, os botões de controlo do monitor foram transferidos para a parte de trás para permitir algum ajuste que possa ser eventualmente necessário. A mainboard está pendurada recorrendo a dois dos parafusos da furação VESA do monitor, a ficha para ligar o power já está colocada na posição definitiva e falta encontrar um botão para ligar e desligar.

Há ainda espaço no fundo da caixa para colocar a fonte de alimentação e decidir onde e como fixar o disco rígido. No caso do Luís, a alimentação de toda a arcade é feita recorrendo a um módulo comprado no eBay. Infelizmente a volatilidade dos produtos que se podem comprar no eBay é enorme de modo que não podemos garantir que este produto ainda exista em anos futuros à publicação deste artigo. A frase de pesquisa que usámos foi esta “AC 220v 12v DC 5a power supply LED strip”.

Para além desta power supply, o Luís recorreu também a um pequeno módulo que produz todas as tensões necessárias para uma mainboard convencional mini-itx que dá pelo nome de picoPSU-120. Este módulo pode ser também encontrado no eBay, havendo inclusivamente inúmeras imitações chinesas que eventualmente farão o mesmo.

Depois de ter tudo montado e a funcionar, o Luís apercebe-se que a colocação dos botões não é a mais ergonómica e resolve refazer toda a área de jogo. O padrão que o Sérgio vai usar também não é uma opção, pois a orientação de apenas três botões é bastante diferente. Como já é costume, o Luís vai preparando a colocação dos componentes em modo exploratório.

Começa pelos quatro furos de suporte e o furo para o joystick, fazendo em seguida os furos para os botões, um de cada vez de forma a que fiquem colocados de forma a haver mais conforto no uso. Esta acção de refazer a área de jogo comprova que as primeiras ideias podem não ser as melhores mas que lá chegamos em várias iterações.

De volta à arcade do Sérgio, montamos a ficha de power e tratamos de fazer a ligação dos fios dos botões da área de jogo. Para tal, já tinha sido preparada uma cablagem a partir de cabo de rede (ethernet,) em que num dos lados do fio foi cravado um terminal e depois isolado com um pequeno pedaço de manga termo-retractil. Foi também preparada uma cablagem para o comum (massa) a todos os botões e aos quatro contactos do joystick.

Temos também que referenciar o projecto MamePanel, de onde foram criadas estas placas de interface “botões arcade – teclado”. O Luís criou uma variante especificamente para a arcade do Sérgio, de forma a suportar um joystick e oito botões, e que está disponível neste repositório do github.

 

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Série 2 – Arcade – Monitor, Marquee e Porta

Neste vídeo tratamos do monitor, marquee e porta de ambas arcades.

O Luís começa por cortar um pedaço de acrílico branco fosco para encaixar nas ranhuras já efectuadas no topo da sua arcade e fica contente com o resultado. Enquanto aguardamos que o suporte do monitor da arcade do Sérgio fique completamente colado e também os suportes da placa das colunas da arcade do Luís, passamos à preparação do suporte do monitor.

Este suporte baseia-se em duas pequenas esquinas em “L” que são presas à lateral da arcade com recurso a parafusos embebidos. O furo para estes parafusos pode ser efectuado de duas formas; com duas brocas, uma à medida do parafuso e outra maior, de forma a desbastar o material para que a cabeça do parafuso fique escondida. A outra forma é usar uma broca de escarear que facilita imenso, embora não seja essencial para o efeito.

Para segurar estas esquinas, o uso de anilhas torna-se essencial e totalmente necessário, daí a “alembradura” em todas as câmaras. Uma piada em várias formas e feitios.

Terminando todos os furos e colocando os parafusos no suporte do monitor, o Luís testa a montagem, com toda a confiança, utilizando a gravidade para validar que está devidamente seguro. Basta agora dar mais uma lixadela e preparar para a aplicação de mais uma camada de primário para ficar quase terminado.

O suporte do monitor da arcade do Sérgio segue o mesmo princípio de usar as furações VESA, alterando apenas na utilização de umas pequenas borrachas entre a placa de madeira e o monitor, o que vai permitir um ajuste mais perfeito para o alinhamento do monitor com a área de jogo.

O passo seguinte é a furação na madeira que suporta as colunas da arcade do Sérgio. Ao contrário da arcade do Luís que tem apenas dois furos quadrados, o Sérgio vai optar por fazer uma matriz de furos em grelha.

Passamos depois ao assunto da porta traseira, o Luís já tinha colocado uma madeira na parte de baixo, deixando espaço para ventilação passiva, sendo que é também nessa madeira que irá ficar a ficha para alimentação, juntamente com o botão de power para toda a arcade.

A porta propriamente dita é apenas uma tábua que ficará segura com recurso a duas dobradiças e uma fechadura simples. A escolha do Sérgio vai também no mesmo sentido, ter uma parte fixa onde terá as fixações de todas as cablagens que necessitem de ser acessíveis pelo exterior.

Para finalizar este episódio, fiquem com um dos nossos momentos ZEN.

 

 

 

 

 

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Série 2 – Arcade – Área de jogo

Neste episódio tratamos da área de jogo da arcade do Sérgio.

O Nuno e o Sérgio completam a montagem da arcade do Sérgio seguindo os planos originais da Weecade, enquanto o Luís trata da furação para os botões e joystick da sua área de jogo.

Como já é “norma” a escolha do posicionamento do joystick e dos botões na arcade do Luís segue o formato ad-hoc enquanto que o Sérgio descreve os mais variados layouts existentes e explica como chegou ao seu favorito. Estes layouts podem ser obtidos neste link, onde se pode ver em detalhe cada layout, incluindo a sua origem.

O Sérgio decidiu que os botões frontais devem ficar alinhados à direita, simplificando o acesso. Basta deslocar a mão direita dos botões da área de jogo para o painel frontal.

A forma mais simples de proceder à furação dos botões passa por usar uma broca pequena (usámos uma de 3mm) para fazer o furo “piloto”, mudando depois para a broca que vai abrir o furo final (o template do layout pode ser retirado assim que sejam feitos os furos piloto). Para o furo do joystick usamos uma broca de 16mm e para os botões uma broca de 28mm.

O Nuno Correia faz a maioria dos furos usando o berbequim vertical, depois o Luís faz os restantes furos manualmente, tanto na área de jogo como os dois do painel frontal (para este episódio só foi filmado o furo do oitavo botão da área de jogo).

Após termos feito os furos todos passamos à montagem provisória dos botões e do joystick. Para o joystick usamos os seis furos disponíveis na chapa metálica com parafusos auto-roscantes que aparafusam pela parte inferior da área de jogo.

A escolha de segurar o joystick por baixo é puramente estética e no caso de ficar danificada, podemos usar parafusos que atravessam toda a madeira. Esta foi a escolha do Luís para a sua área de jogo.

Relativamente à instalação dos botões, temos apenas que ter cuidado com a orientação pois os micro-switches e fios respectivos, não devem interferir com os restantes switches na área de jogo e também com fios ou restante material no interior da arcade.

A área de jogo deve ficar montada de forma a poder ser substituida, permitindo também o acesso para manutenção na zona inferior da arcade.

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Série 2 – Arcade – Montagem

Neste episódio iniciamos a montagem da arcade do Luís.

Depois de termos todos os painéis cortados e com a primeira camada de primário, chega finalmente a altura de montar tudo para que a arcade comece a ter um aspecto mais definitivo.

Continuando com o tema da build experimental, nenhum de nós tem a certeza de como será a melhor forma de proceder à montagem, pelo que resta mesmo iniciar por um dos lados.

O Sérgio está presente para aprender e tentar evitar os erros cometidos nesta montagem para que não aconteça na dele. 🙂

Damos inicio à montagem propriamente dita usando cola de madeira entre os painéis e as ripas de suporte, com pregos (e não parafusos) pois a madeira é bastante fina. A madeira (MDF) que o Luís está a usar tem problemas de húmidade o que dificulta o pregar.

E agora que temos uma lateral presa aos vários painéis, podemos finalizar colando e pregando a outra lateral, dando assim forma ao corpo da arcade.

No caso da arcade do Luís o “marquee” será em acrílico branco fosco e ficará colocado na arcade graças a uns rasgos que foram feitos nas laterais e será apoiado pelo painel que tem as colunas.

Podemos também começar a planear a localização do joystick e botões, com o Sérgio a juntar-se para apreciar o final da montagem.

 

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